segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Coletânea Esses Games Violentos




Hoje eu não venho apresentar um texto, como é o habitual, mas um jogo. Ou melhor: uma coletânea de pequenos jogos desenvolvidos por alunos da quinta-série do Ensino Fundamental, com idades que oscilam entre 11 e 12 anos. Essa coletânea é o resultado de uma oficina que ministrei no Colégio de Aplicação da UFRGS, durante meu último semestre como monitor da disciplina de Artes Visuais.

A oficina propunha a criação de jogos eletrônicos com o uso mínimo do computador. Por isso, gráficos e sons do jogo foram produzidos por mãos, bocas e pés, sendo o lápis e o microfone uma extensão desse corpo, a ferramenta sem a qual ninguém produz nada, seja digital ou não. Foram 3 aulas para a elaboração dos desenhos, mais 3 para exercícios de lógica de programação e montagem dos eventos básicos e as últimas 3 para sonorização, tendo cada aula a duração de 45 minutos.

Quando baixarem o arquivo, vão perceber que ele tem dois executáveis: o LADO A e o LADO B. A proposta central, que seria o padrão Game & Watch, está mais evidente no lado A. Os jogos do lado B, embora tenham sido desenhados tendo esse padrão em mente, apresentam outras soluções na sua forma final. No lado B também aparecem jogos firmes no padrão Game & Watch, mas que foram incluídos ali pra manter um equilíbrio no número de títulos e uma coesão na sequência dos jogos. Assim como em discos de vinil, os dois lados podem ser desfrutados individualmente, e vai ter quem goste mais de um ou de outro.

O jogo pode ser baixado aqui, neste link. Espero que a Coletânea sirva também como inspiração para aqueles que desenvolvem jogos ou desejam desenvolver, seja qual for a idade, e que ajude a quebrar os tabus que separam o videogame da escola. Divirtam-se!

Qualquer dúvida, deixem um comentário.

Créditos:

Idealização e realização da oficina: Pedro Paiva

Orientação pedagógica: Aline Becker

Realização dos jogos:

Abner Renan da Rosa Bairros
Adan Junior Silva de Miranda
Andrews da Silva Gomes
Anna Julia Rodrigues Barboza
Bruno Costa Schneider
Bruno Longarai Graciano
Camila Alves Francelino
Cassio Dias de Barcelos
Cristian de Andrade Bonessoni
Daniel Rosado Cordova
Douglas Machado Pereira
Fábio Veloso Almeida
Fernanda Silva do Nascimento
Gustavo Capitão Ferreira
Henrique Brinck Ascari
Isabel Araujo da Silva
Ismael Tavares Rodino
João Arthur Rodrigues Caldeira
Katherine Gonçalves Magela
Kauanne Stefani Borges Pereira
Keissy Gonçalves dos Santos
Kimberly Santos Silveira
Leonardo de Freitas Mendes
Letícia Oliveira de Moraes
Lucas Pereira Rosa
Lucas Rosa e Oliveira
Marcos Gabriel de Jesus Rodrigues Santos
Marianna da Silva de Azevedo
Matheus Padilha Batista
Mauro Luciano dos Santos Adolfo Junior
Nauany dos Santos Giuliano
Pedro Guimarães Figueiredo
Rafael de Oliveira Luzzi Rodrigues
Rafael Marques de Mesquita
Ricardo Ginez Pereira Junior
Thalles Lemos Pinheiro Bragatti
Yuri de Oliveira Rodrigues

5 comentários:

  1. O Bruno já havia me mostrado o da imagem no início do texto, e agora jogando os demais só posso dizer que é um trabalho incrível o que você fez com estas crianças.

    Chega a ser até engraçado ler a parte onde você diz que ensinou lógica a elas em 3 aulas de 45 min., pois em 6 meses com aulas semanais de mais de 4 horas muitos adultos da minha turma no curso de Informática ainda travavam batalhas com meia dúzia de instruções em Pascal.

    Essa geração possui um potencial tremendo pra área de tecnologia, e quem dera fosse melhor desenvolvido e encorajado pelos pais e pela escola ao invés de encarar como uma "brincadeira sem futuro".

    Interessante também a forma como muitos desses joguinhos exploram a violência de uma forma mais lúdica, simplesmente retratando a eterna luta do protagonista contra o vilão.

    Parabéns pela inciativa e que ela possa quem sabe crescer e se tornar um movimento cultural de inclusão nessa área.

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  2. Muito obrigado =)

    É claro que usamos um montador, o primeiro The Games Factory (por possuir uma interface mais simples). A montagem final ficou por minha conta, porque o tempo é realmente curto pra chegar a exigir um jogo completo e funcional. Me limitei a ensinar a lógica por trás do "acende-apaga", que é a mesma de um relógio digital, e então trabalhamos conceitos como valores e animações - o que eles fizeram foi criar essa ilusão de movimento com a alternância das animações, partindo de eventos baseados em um mesmo valor que vai aumentando ou diminuindo conforme se aperta os botões.

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  3. Naturalmente a lógica utilizada é simples e se valeram de um montador pra execução, mas levando em conta que são crianças de 11-12 anos que a princípio não tinham nenhuma experiência anterior (exceto jogar) é sim um resultado excelente.

    Mas de fato pra alguns "seres" que estudaram comigo a lógica dos eventos baseados no estado atual da animação seria como a programação do último satélite espião que o Japão lançou ontem XD

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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