Hoje eu não venho
apresentar um texto, como é o habitual, mas um jogo. Ou melhor: uma coletânea
de pequenos jogos desenvolvidos por alunos da quinta-série do Ensino
Fundamental, com idades que oscilam entre 11 e 12 anos. Essa coletânea é o
resultado de uma oficina que ministrei no Colégio de Aplicação da UFRGS, durante
meu último semestre como monitor da disciplina de Artes Visuais.
A oficina propunha a criação
de jogos eletrônicos com o uso mínimo do computador. Por isso, gráficos e sons
do jogo foram produzidos por mãos, bocas e pés, sendo o lápis e o microfone uma
extensão desse corpo, a ferramenta sem a qual ninguém produz nada, seja digital
ou não. Foram 3 aulas para a elaboração dos desenhos, mais 3 para exercícios de
lógica de programação e montagem dos eventos básicos e as últimas 3 para
sonorização, tendo cada aula a duração de 45 minutos.
Quando baixarem o
arquivo, vão perceber que ele tem dois executáveis: o LADO A e o LADO B. A
proposta central, que seria o padrão Game & Watch, está mais evidente no
lado A. Os jogos do lado B, embora tenham sido desenhados tendo esse padrão em
mente, apresentam outras soluções na sua forma final. No lado B também aparecem
jogos firmes no padrão Game & Watch, mas que foram incluídos ali pra manter
um equilíbrio no número de títulos e uma coesão na sequência dos jogos. Assim
como em discos de vinil, os dois lados podem ser desfrutados individualmente, e
vai ter quem goste mais de um ou de outro.
O jogo pode ser
baixado aqui, neste link. Espero que a Coletânea sirva também como inspiração
para aqueles que desenvolvem jogos ou desejam desenvolver, seja qual for a
idade, e que ajude a quebrar os tabus que separam o videogame da escola.
Divirtam-se!
Qualquer dúvida, deixem um comentário.
Créditos:
Idealização e
realização da oficina: Pedro Paiva
Orientação
pedagógica: Aline Becker
Realização dos jogos:
Abner Renan da Rosa
Bairros
Adan Junior Silva de
Miranda
Andrews da Silva
Gomes
Anna Julia Rodrigues
Barboza
Bruno Costa Schneider
Bruno Longarai
Graciano
Camila Alves
Francelino
Cassio Dias de
Barcelos
Cristian de Andrade
Bonessoni
Daniel Rosado Cordova
Douglas Machado
Pereira
Fábio Veloso Almeida
Fernanda Silva do
Nascimento
Gustavo Capitão
Ferreira
Henrique Brinck
Ascari
Isabel Araujo da
Silva
Ismael Tavares Rodino
João Arthur Rodrigues
Caldeira
Katherine Gonçalves
Magela
Kauanne Stefani
Borges Pereira
Keissy Gonçalves dos
Santos
Kimberly Santos
Silveira
Leonardo de Freitas
Mendes
Letícia Oliveira de
Moraes
Lucas Pereira Rosa
Lucas Rosa e Oliveira
Marcos Gabriel de
Jesus Rodrigues Santos
Marianna da Silva de
Azevedo
Matheus Padilha
Batista
Mauro Luciano dos
Santos Adolfo Junior
Nauany dos Santos
Giuliano
Pedro Guimarães
Figueiredo
Rafael de Oliveira Luzzi
Rodrigues
Rafael Marques de
Mesquita
Ricardo Ginez Pereira
Junior
Thalles Lemos
Pinheiro Bragatti
Yuri de Oliveira
Rodrigues
O Bruno já havia me mostrado o da imagem no início do texto, e agora jogando os demais só posso dizer que é um trabalho incrível o que você fez com estas crianças.
ResponderExcluirChega a ser até engraçado ler a parte onde você diz que ensinou lógica a elas em 3 aulas de 45 min., pois em 6 meses com aulas semanais de mais de 4 horas muitos adultos da minha turma no curso de Informática ainda travavam batalhas com meia dúzia de instruções em Pascal.
Essa geração possui um potencial tremendo pra área de tecnologia, e quem dera fosse melhor desenvolvido e encorajado pelos pais e pela escola ao invés de encarar como uma "brincadeira sem futuro".
Interessante também a forma como muitos desses joguinhos exploram a violência de uma forma mais lúdica, simplesmente retratando a eterna luta do protagonista contra o vilão.
Parabéns pela inciativa e que ela possa quem sabe crescer e se tornar um movimento cultural de inclusão nessa área.
Muito obrigado =)
ResponderExcluirÉ claro que usamos um montador, o primeiro The Games Factory (por possuir uma interface mais simples). A montagem final ficou por minha conta, porque o tempo é realmente curto pra chegar a exigir um jogo completo e funcional. Me limitei a ensinar a lógica por trás do "acende-apaga", que é a mesma de um relógio digital, e então trabalhamos conceitos como valores e animações - o que eles fizeram foi criar essa ilusão de movimento com a alternância das animações, partindo de eventos baseados em um mesmo valor que vai aumentando ou diminuindo conforme se aperta os botões.
Naturalmente a lógica utilizada é simples e se valeram de um montador pra execução, mas levando em conta que são crianças de 11-12 anos que a princípio não tinham nenhuma experiência anterior (exceto jogar) é sim um resultado excelente.
ResponderExcluirMas de fato pra alguns "seres" que estudaram comigo a lógica dos eventos baseados no estado atual da animação seria como a programação do último satélite espião que o Japão lançou ontem XD
I will try this out.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
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